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Terça-feira, Junho 29, 2004
Ring ring, tock, tock...a única coisa que bate mesmo é a minha imaginação...
A criação do que não existe...
Barulhos e sussurros sem dono...
E se existe na minha imaginação, ainda bem que sei que não passa disso...
Se o coração diz, tente ouvi-lo...
No sense!
É melhor mesmo que fique bem quietinho, só na minha própria criação!
Nada pode mudar!
Nada deve mudar!
Diga o que você pensa
Segunda-feira, Junho 28, 2004
"Queria guardar cada palavra doce sua num potinho de vidro,
E cada vez que me desse saudade, ouviria todas elas, na tentativa de eternizar o tempo...as horas...os momentos...
Das imagens que vivemos, quero fotos, principalmente dos seus olhos, assim lembraria que olhando para frente, lá eu estava e era pra mim que olhava.
Mas mais que isso, eu queria que só bastasse estender a mão para te alcançar, ter braços e dedos mais longos...mas sei que a única coisa que posso agora, é sonhar".
Diga o que você pensa
Quarta-feira, Junho 23, 2004
A TROCA
Os dias vão passando sem ao menos perceber. Pouco tempo, muito trabalho, pouca ociosidade, mas muita reflexão. Venho analisando cada segundo do meu dia, e tentando entender as atitudes e anseios dos que me rodeiam, principalmente daqueles que amo. Faço uma análise de todos os relacionamentos que vivencio, e como os relacionamentos não são contas lógicas de matemática, não tenho o poder de definir o que acontece, mas posso falar do que percebo.
Acho que a minha filosofia de vida caiu por terra. Afirmei durante toda a minha vida que para ser feliz é preciso não esperar nada de ninguém, porque o que vem é lucro. Mas é impossível somente dar sem receber. Ser amado sem amar e amar sem ser amado. Respeitar sem ser respeitado e por aí vai. A troca é necessária, mesmo que não aconteça ao mesmo tempo. Ninguém vive sozinho ou vive por muito tempo só de ilusões. É preciso saber onde pisamos e sonhar com o que pode ser conquistado, mas os desafios precisam existir para que haja aprendizado.
Acredito que cada coisa ou ser do mundo tem o seu devido lugar e o fato de perder algo ou alguém que um dia esteve em nossas mãos, independente do tempo de posse, reflete em duas coisas: 'se não voltar às minhas mãos é porque não me pertence, mas se voltar, é porque ainda me será útil e deve permanecer mais tempo comigo'.
Nada é para sempre e a posse possivelmente será um empréstimo temporário, até que se tenha concluída a sua utilidade, tempo de vida e as realizações que um dia lhe foram destinadas.
Quando percebemos que o que possuímos e queremos manter pode repentinamente deixar de nos pertencer, a primeira reação que temos é lutar para permanecer com aquilo. Acredito que isso é válido sim, até porque nada cai do céu e para se ter ou manter alguma coisa é preciso conquistar, ter atitudes e lutar. Entretanto, a luta não é sinônimo de exigir do outro que ele tenha a atitude que você gostaria que ele tivesse, porque cada um é diferente é precisa ter o direito de agir conforme seu desejo. Aí é que entra o respeito pelo outro.
Confesso que na maioria dos relacionamentos que conheço e que vivenciei até hoje, percebi que é muito mais fácil respeitar o espaço e os desejos do outro quando esse outro é um amigo, um pai, um filho ou um colega de trabalho. Mas quando o outro é um companheiro, o tratamento muda. Confesso ainda que não entendo porque muda, só entendo que simplesmente muda. Gostaria muito de acreditar que os relacionamentos afetivos pudessem ser da mesma forma que a amizade. O amigo pode errar, se atrasar, ficar meses sem te visitar, que você não deixará de apóia-lo, nem de ajuda-lo, muito menos de amá-lo.
Já em relação aos nossos amores sentimos a necessidade da presença, da satisfação, da atenção e da intervenção nas atitudes. Existe também um medo muito maior referente à perda. A estabilidade, que buscamos constantemente em tudo nas nossas vidas, é algo muito mais difícil de manter com os amores. Mesmo assim, continuo acreditando que não tenho o direito de dizer ao outro como deve agir para me satisfazer, afinal precisamos ter a liberdade de fazer o que desejamos, como e quando achamos melhor, além de agradar quando tivermos vontade. Caso contrário, eu estaria sendo extremamente egoísta por priorizar as minhas necessidades e não os anseios do outro.
Carinho, amor, atenção, satisfação, companheirismo, confiança, entre muitos outros sentimentos que envolvem o amor, são coisas que não se pedem, mas se conquistam. E quando recebemos isso naturalmente é muito mais prazeroso. Receber constantemente é maravilhoso. Quando se recebe mais num dia que no outro, é natural. Todos precisamos de tempo. Mas quando se perde, é porque não nos pertence. Se queremos manter, precisamos conquistar constantemente, certos de que desejamos o que nos faz feliz e deve permanecer mais tempo conosco.
Ressalto ainda que a essência das pessoas é a única coisa que as diferenciam umas das outras, o restante é igual. Todos temos famílias, problemas financeiros e de saúde, irritação, nervosismo, cansaço e preguiça. Uns trabalham mais, outros menos. Todos temos encontros, amigos, reuniões. Uns estudam, outros já estudam e alguns nem começaram. Mas aposto que a busca da concretização dos desejos não deixa de ser realizada por muitas pessoas com problemas mais sérios que os nossos.
A falta de tempo não deve impedir a realização de algo que você deseja verdadeiramente. Quando se quer mesmo alguma coisa, o jeitinho brasileiro vem à tona.
Afinal, alguns dizem que amar é ter pressa de chegar em casa e correr para a internet ver se a pessoa amada responder ao último e-mail. Acredite, muitas pessoas sentem o mesmo, inclusive eu. Tudo que há de material pode ser tirado de nós, mas não o que temos na alma. O amor que recebemos não tem preço e emprego algum substitui.
É, as histórias se repetem!
Diga o que você pensa
Terça-feira, Junho 22, 2004
Pessoal,
Quero pedir desculpas pela minha ausência, tanto nos blogs, quanto nas respostas...tá muito corrido mesmo, mas prometo ver cada um de vc's com carinho e dedicação assim que der, ok? Como disse no post passado, pena não podermos parar o tempo algumas vezes...milhões de beijos com saudades...da Tudi, do Onitoguinco e do Bidu...ah, só deixa eu contar da última do meu filho...fui à praia no final de semana e resolvi levar Bidu pela primeira vez para conhecer o mar, a areia e tudo mais...eu, como uma mãe de primeira viagem ¿afinal, o Bidu é meu primeiro cachorro que é só meu mesmo- achei que ele ia passar mal, odiar a praia e incomodar pra caramba, me surpreendi... Larguei a coleira e ele andou do meu lado sem eu ter que ficar como louca atrás deles e mais, começamos a andar cada vez mais perto do mar, onde as ondinhas começavam a bater e o meu Bidu se mostrou cada vez mais companheiro e continuou ao meu lado, patinando na areia molhada, depois mais pra frente tinha um alagamar onde um menino brincava com um barquinho de papelão, o Bidu se encantou e foi trás do menino, só que como ele tem apenas três meses (o Bidu), o alagamar estava fundo pra ele...mas ele não se abateu e começou a nadar só com o focinho e as orelhas de abano fora d¿água...gente, eu cheguei até a chorar de ver o meu neném, recém nascido, nadando pela primeira vez, é a mesma coisa que ver o primeiro sorriso de um filho...(pelo menos eu acho que deve ser o mesmo sentimento). Desculpem pela babação, mas foi emocionante, tinha até platéia pra ver! Vou postar uma foto dele qualquer dia...Beijos
Diga o que você pensa
Segunda-feira, Junho 21, 2004
"Primeiro faça o necessário;
Depois faça o possível;
E, de repente, você vai perceber que pode fazer o impossível."
(São Francisco de Assis)
Diga o que você pensa
Quarta-feira, Junho 16, 2004
"As vezes os ponteiros do relógio deveriam parar..."
Diga o que você pensa
Segunda-feira, Junho 14, 2004
Consolação
Penso, às vezes, nos sonhos, nos amores,
Que inflamei à distância pelo espaço.
Penso nas ilusões do meu regaço
Levadas pelo vento a alheias dores...
Penso na multidão dos sofredores,
Que uma bênção tiveram do meu braço.
Talvez algum repouso ao seu cansaço,
Talvez ao seu deserto algumas flores...
Penso nas amizades sem raízes;
Nos afetos anônimos, dispersos,
Que tenho sob os céus de outros países...
Penso neste milagre dos meus versos:
Um pouco de modéstia aos mais felizes,
Um pouco de bondade aos mais perversos...
Diga o que você pensa
Terça-feira, Junho 08, 2004
"Se as coisas são inatingíveis...ora! Não é motivo para não querê-las..."
Mário Quintana
Diga o que você pensa
Segunda-feira, Junho 07, 2004
Tenho saudade...
Tenho saudade do meu lugar
Da simplicidade e do amor da minha gente
E dos dois únicos cobertores que esquentavam as
minhas noites de inverno
Tenho saudade de assistir novela
De andar pela Rua XV desviando a rota dos Sombras
E prevenidamente evitar a passarela central da Praca
Tirandentes
Pra não voltar pra casa de cabeca suja
Tenho saudade da feirinha do Largo da Ordem
De esquecer de passar protetor solar e ir trabalhar na
segunda com a cara queimada
De beber chope escuro no Sacy no entardecer da sexta
batendo papo com os amigos
E abandonar devagarinho os problemas da semana
Tenho saudade do divã do Ponto Final
Onde eu suporto o cheiro da fritura do aipim
Misturado à fumaça dos 27 cigarros
Pra ouvir sempre as mesmas músicas
E fechar os olhos cantando junto
Como se fossem o último sucesso das paradas
Tenho saudade de dançar samba até doer o pé
De comer cachorro quente de madrugada na esquina da
casa de não sei quem
De descascar pinhão sentada perto do fogão à lenha
E ouvir minha sobrinha perguntado: hoje você vai dormir
comigo?
E inventar espontaneamente as historinhas mais bobas,
esquecer a seqüência
E ser pega de surpresa com um ¿conta de novo?¿
Tenho saudade de trabalhar
De me ¿fingir¿ de jornalista
De me comportar profissionalmente
E sem querer fazer amigos
Tenho saudade de acordar cedo ou tarde no domingo
De abrir a cortina do meu apartamento simples
E tomar café da manhã sem pressa
Com o amor sorrindo pra mim na sala iluminada pela luz
natural do dia
Tenho saudade do meu sofá vermelho queimado com
uma ponta de cigarro
De receber os amigos em casa para um jantar
Receber elogios carinhosos mesmo tendo errado a mão
no sal
E beber vinho, conversar, rir e chorar até tarde
no embalo de uma seleção musical pra lá de variada
Tenho saudade de ouvir as línguas brasileiras
De notar os sotaques regionais nas vozes dos repórteres
De aprender novas gíras e saber da criatividade do povo
nas expressões inventadas com os novos
acontecimentos
E de ouvir na rua 35 versões para a mesma história
Com opiniões sem fundamento
Tenho saudade do brasileiro que xinga o time numa
tentativa de auto-defesa
E chora de alegria ou tristeza no resultado da partida
E se compadece com a morte do ídolo
E faz piada do fato no dia seguinte
Tenho saudade de comer feijoada com couve e laranja
E ir pra rua me esquentar no sol depois do meio-dia
Nos dias frios de inverno
E passar o resto da tarde sem fazer nada
Só bebendo litros e litros de água
Tenho saudade de passar o Natal com a minha grande
família enfim reunida (quase toda!)
E depois do almoço brigar com a minha irmã na disputa
pra não lavar a louça
Uma tradição que se repete em todos os Natais, desde
que éramos crianças
Tenho saudade de tomar caipirinha feita com cachaça,
limão tirado do quintal, açucar e canela (receita de
família)
Do cheiro de salsinha e noz moscada da sopa da minha
mãe,
Do sorriso, do otimismo e das bem humoradas e
inofensivas mentiras do meu pai
Tenho saudade de me juntar a uma roda de oração
E sentir as energias boas que vibram carregadas de boas
intenções
Invocar a ajuda dos espíritos iluminados
E pedir proteção para as pessoas que amo e até para as
que não amo
E agradecer pela vida que me leva
Tenho saudade dos panos de prato com bordas de
crochê feitas pela minha mãe
E das piadas dos meus irmãos (até mesmo das mais
bobas)
De planejar pintar as paredes do meu apartamento e
comprar lençóis novos
E mudar de idéia 44 vezes
Tenho saudade de ver o ¿óio man¿ pela milésima vez
passeando em sua bicicleta envenenada
e continuar achando graça como na primeira
De ouvir o curitibano dizendo ¿vou descer pra praia¿ao
menor sinal de sol
Do entusiasmo de viajar no final da tarde de sexta, pegar
congestionamento na serra,
e voltar na última hora do domingo, aproveitando bem o
final de semana
Tenho saudade do original brega brasileiro
E de passear pelas ¿feiras gastronômicas da Osório¿
E sentir o perfume do café damasco vindo da cozinha
E do cheirinho de pão francês que provoca o meu nariz
quando entro na padaria
Tenho saudade do Brasil imperfeito e meu
Das vistas que inspiram poesia e pedem por fotografia
Do nosso jeito informal e caloroso
De ser cidadã e sentir vontade de mudar quando não
concordo com alguma coisa
Esta saudade é a resposta para ¿a felicidade nas
pequenas coisas¿
Ela é o combustível que me faz querer voltar pra casa
E me sentir outra vez no meu lugar
Curtir o amor dos meus queridos
E estar em contato com as poucas, mas valiosas coisas
que conquistei...
Tenho saudade de todos os bons momentos que já vivi
Mas sobretudo dos que ainda viverei...
Sol
obs.: Este texto foi enviado pela minha grande amiga Sol (de Curitiba) que está nos EUA. Amiga, amo você e espero que o tempo que ainda ficará longe de nós, passe rápido...egoísta eu não?
Beijinhos da Tudi
Diga o que você pensa
Quinta-feira, Junho 03, 2004
"A amizade é uma alma em dois corpos"
(Aristóteles)
Diga o que você pensa
Terça-feira, Junho 01, 2004
Pérola solta
Sem que eu a esperasse,
Rolou aquela lágrima
No frio e na aridez da minha face.
Rolou devagarinho...,
Até à minha boca abriu caminho.
Sede! o que eu tenho é sede!
Recolhi-a nos lábios e bebi-a.
Como numa parede
Rejuvenesce a flor que a manhã orvalhou,
Na boca me cantou,
Breve como essa lágrima,
Esta breve elegia.
Obrigada pelo carinho e pela maravilhosa surpresa, Sérgio, amei de verdade!
Diga o que você pensa
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