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Sexta-feira, Abril 30, 2004
"Eu fui feito pra quê?"
Quem estiver em Curitiba nos próximos dias, aproveite e assista a peça 'Prazo de Validade', no Teatro José Maria Santos. Criação coletiva em que seis personagens/atores demonstram suas dúvidas e temores com relação ao prazo de validade das relações humanas e tentam lidar da melhor maneira com o tempo dos sentimentos.
Tudi e CHFB (do chfbinconcert com novo template, nos blogs indicados ao lado), recomendamos!
Beijos a todos!
Diga o que você pensa
Quinta-feira, Abril 29, 2004
Eu, contigo
eu consigo
fazer o que digo
Eu, contigo
eu não cobro
eu não pago
e eu não devo
Devo dizer-te ao ouvido
eu sem ti
não tem sentido
tem sido
(devo dizer-te ao ouvido)
bem bom
bem bom bem bom
bem mais
do que o que é bom
bem bom bem bom
Diga o que você pensa
Segunda-feira, Abril 26, 2004
Aprendi que se aprende errando
Que crescer não significa fazer aniversário;
Que o silêncio é a melhor resposta, quando se ouve uma bobagem;
Que trabalhar significa não só ganhar dinheiro;
Que amigos a gente conquista mostrando o que somos;
Que os verdadeiros amigos sempre ficam com você até o fim;
Que a maldade se esconde atrás de uma bela face;
Que não se espera a felicidade chegar, mas se procura por ela;
Que quando penso saber de tudo ainda não aprendi nada;
Que a Natureza é a coisa mais bela na Vida;
Que amar significa se dar por inteiro;
Que um só dia pode ser mais importante que muitos anos;
Que se pode conversar com estrelas;
Que se pode confessar com a Lua;
Que se pode viajar além do infinito;
Que ouvir uma palavra de carinho faz bem à saúde;
Que dar um carinho também faz...
Que sonhar é preciso;
Que se deve ser criança a vida toda;
Que nosso ser é livre
Que o julgamento alheio não é importante;
Que o que realmente importa é a Paz interior;
E finalmente, aprendi que não se pode morrer;
pra se aprender a viver...
Diga o que você pensa
Segunda-feira, Abril 19, 2004
Ne Me Quitte Pas
Não me deixes,
É preciso esquecer,
Tudo se pode esquecer
Que já para trás ficou.
Esquecer o tempo dos mal-entendidos
E o tempo perdido a querer saber como
Esquecer essas horas,
Que de tantos porquês,
Por vezes matavam a última felicidade.
Não me deixes,
Te oferecerei
Pétalas de chuva
Vindas de países
Onde nunca chove;
Escavarei a terra
Até depois da morte,
Para cobrir teu corpo
Com ouro, com luzes.
Criarei um país
Onde o amor será rei,
Onde o amor será lei
E você a rainha.
Não me deixes.
Te Inventarei
Palavras absurdas
Que você compreenderá;
Te falarei
Daqueles amantes
Que viram de novo
Seus corações ateados;
Te contarei
A história daquele rei,
Que morreu por não ter
Podido te conhecer.
Não me deixes.
Quantas vezes não se reacendeu o fogo
Do antigo vulcão
Que julgávamos velho?
Até há quem fale
De terras queimadas
A produzir mais trigo;
Que a melhor primavera
É quando a tarde cai,
Vê como o vermelho e o negro
Se casam
Para que o céu se inflame.
Não me deixes,
Não vou chorar mais,
Não vou falar mais,
Escondo-me aqui
Para te ver
Dançar e sorrir,
Para te ouvir
Cantar e rir.
Deixa-me ser a sombra da tua sombra,
A sombra da tua mão,
A sombra do teu cão.
Não me deixes.
(Jacques Brel - 1972)
Diga o que você pensa
Sexta-feira, Abril 16, 2004
"LIMPE AS GAVETAS, INCLUSIVE AS DA ALMA".
Diga o que você pensa
Segunda-feira, Abril 12, 2004
ODE AO AMOR
Não me importa o que você faz para viver.
Eu quero saber o que você deseja ardentemente, e se você ousa sonhar em fazer aquilo que o seu coração pede.
Não me interessa saber quantos anos você tem.
Eu quero saber se você vai correr o risco de parecer tolo ao ir ao encontro do amor, dos seus sonhos ou da aventura de estar vivo.
Não me interessa quantos planetas estão em quadraturas com a sua Lua.
Eu quero saber se você já tocou no centro da sua própria dor, se já foi aberto pelas traições da vida ou se murchou e se fechou de medo de sentir mais dor.
Eu quero saber se você agüenta sentir a dor, minha ou sua mesmo, sem tentar esconde-la, disfarçá-la ou resolvê-la.
Eu quero saber se você consegue sentir alegria, minha ou sua mesmo, se você dança cm paixão, permitindo se deixar arrebatar até as pontas dos pés, sem tentar ser cuidadoso, realista ou sem tentar lembrar das limitações do ser humano.
Não me interessa se a história que você está me contando é verdadeira.
Eu quero saber se você tem coragem de desapontar uma pessoa para ser verdadeiro com você mesmo, se você consegue ser acusado de traição para não trair a sua própria alma; eu quero saber se você consegue ser leal e, portanto, digno de confiança.
Eu quero saber se você consegue ver beleza mesmo quando todos os dias não forem bons, e se você consegue fazer da presença da sua própria vida o seu ponto de partida.
Eu quero saber se você consegue conviver com o fracasso, meu ou seu, e ainda ficar e pé na beira de um lago e gritar para a Lua cheia prateada: ¿Tudo Bem!¿.
Não me interessa saber onde você mora ou quanto você ganha.
Eu quero saber se você consegue se levantar depois de uma noite de aflição e desespero, exausto e ferido até a alma, e fazer o que é preciso ser feito para as crianças.
Não me interessa saber quem você é ou como veio parar aqui.
Eu quero saber se você vai ficar no meio do fogo comigo sem se acovardar.
Não me interessa onde, o quê, nem com quem você estudou.
Eu quero saber o que te sustenta por dentro quando tudo mais cair por terra.
Eu quero saber se você consegue ficar sozinho com você mesmo, e se você aprecia de verdade a sua companhia nos momentos em que a vida não faz sentido.
Diga o que você pensa
Quarta-feira, Abril 07, 2004
Dia 13 de abril é o Dia do Beijo...então vamos comemorar...desde já!
O beijo
Tua boca...
Sim... Tua boca...
O desejo tomou conta de mim
ao beijar tua boca.
Sim...
Os meus lábios ainda pressentem
o próximo toque dos teus.
Boca linda...
Lábios vermelhos...
Desejo trazer junto comigo
Sempre...
Esse sabor de mulher.
Encostei teus lábios nos teus,
As bocas se juntaram...
E se encontraram tão belas...
Tão ansiosas... tão ávidas...
Bebi ali todo o teu veneno...
Bebi ali todo o teu desejo...
Dali, tua pele, sensível ao toque,
se desvendou para minhas caricias...
Meus lábios tocaram a tua pele...
Lábios, peregrinos, visitaram seus refúgios...
Lindo desejo...
Deixei algo de mim no teu beijo
que não recupero jamais...
Prendia-me o olhar...
um ar de sedução...
Assim sob o abat-jour...
Beleza... fascínio.. calor...
Soltei o pensamento...
- Te quero...
O desejo me integrou...
Recebi a tua mão no meu rosto
e a caricia me tocou por dentro.
Entreguei-me.
Deitaste sobre meu corpo...
Um beijo na minha boca...
Suave... mulher apaixonada...
Rendida à magia...
Te afastaste...
Um seio para fora,
colocado sobre meus lábios.
Lábios secos aveludados...
Percorrendo lentamente a auréola
Lábios macios...
Gemidos... murmúrios...
Arrepios...
Dentes sem força...
Ponta da língua...
Leve...
Corpo perfeito.
As minhas mãos percorrendo
a geografia da pele.
A topografia da carne.
A ponta dos dedos...
A palma das mãos,
em lenta progressão,
por caminhos indecifráveis.
Penugens...
dos braços...
das pernas...
das coxas...
Calor,
teu corpo esta quente.
fragrância...
Sabor.
Todos sentidos presentes
Delicias.
Deitei-me sobre ti.
As bocas que se encontram,
línguas que se integram.
Sexos que se tocam,
águas que se misturam.
Braços que se enlaçam.
O beijo percorre teus dentes.
Meus dentes pressionam teus lábios.
Súbito um beijo de carinho
no meio do ardor.
Como para buscar a alma
neste mundo de presenças.
As mãos penetram nos cabelos,
sucessivos beijos nas faces,
nos olhos, nos lábios.
Confiança de ser meu.
Certeza de ser tua.
Palavras de carinho e amor.
Os lábios viajam pelo rosto,
enquanto pernas e braços se enlaçam.
Se acolhem, se apertam...
E então um beijo profundo
Um doce sabor...
Encontro de águas..
Sugo teu espírito para dentro de mim...
Entrego o meu para ti...
Os dois se integram num só
na junção dos plexos solares.
Não estamos mais ao nível da pele.
Tua boca exige minha boca.
Os ventres se movem em procura de encontro.
A pele se abre na mistura das carnes.
Músculos que se apertam.
Não existe mais
qualquer conceito de distancia.
As línguas desejam lamber...
Os dentes desejam morder...
A boca deseja sugar...
O pescoço... Os ombros...
Os braços... O colo...
Mordendo e lambendo as axilas...
A língua, dentro, beijando.
Você me arranha as costas...
Puxa os cabelos...
As pernas me apertam...
Diz que me quer...
Eu paro...
Beijos de carinho...
No colo, na boca.
Te quero... Te amo...
Retomo o fervor.
Alcanço teu sexo.
Te beijo com os meus lábios
A língua... a saliva...
A ponta da língua...
A língua inteira...
Estremeces...
Imploras...
Encontro tua fonte...
e vou lá no fundo beber tua água...
muita água...
e trago prá dentro de mim...
saciando a sede de teu sabor.
Eu mordo... tudo.
A língua .
Chego no ponto certo.
A boca...
A língua...
Os dentes...
Tu gritas....
Inicias um frêmito crescente...
Puxo teu corpo
para cima do meu.
Com os dedos afasto teus lábios
e entro em ti até o fundo.
Tu me engoles..
Me comes...
O ritmo cresce....
Um grito da alma...
No fundo... paramos.
As bocas se igualam...
Lagrimas... soluços...
Abraço apertado...
Carinho...
- Te amo. Relaxas...
Adormeces em cima de mim.
Diga o que você pensa
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